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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

NESTE SÁBADO, OCUPAÇÃO CULTURAL REALIZA LIVE MEMÓRIAS DO CARURU

 


De forma virtual, com a participação de 7 cidades de diferentes territórios da Bahia, a Ocupação Cultural, articula, em rede, a Segunda Live Memórias do Caruru. O evento, que acontece pelo segundo ano consecutivo, será neste sábado (24), às 16 horas, mediado por Adriano Pereira e com transmissão ao vivo pelo youtube.

Quem abre a live é a poeta Rosane Jovelino, diretamente da Comunidade Quilombola Kaonge na Bacia do Iguape, cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano. Yalorixá, zeladora do terreiro fundado pelo avô, Rosane, cujo pai nasceu em 27 de setembro, é também gêmea e sua irmã teve gêmeos, tendo, então, uma relação particular com os Ibejis e faz todo ano o caruru, conforme tradição.

Na sequência, diretamente do Quilombo do Oitizeiro, em Itacaré, no Litoral Sul, Mestre Jorge Rasta, mamulengueiro, coreógrafo, percussionista e artesão, criador da Casa dos Bonecos, que realiza há 20 anos, o Caruru dos Ibejis e Pedagogingas, traz também suas memórias.

Do Baixo Sul, participam dois membros da comunidade Caxuté. Diretamente da cidade de Ibirapitanga, Tata Mangoleji, também conhecido como Mestre Chico Nascimento, que cresceu no bairro do Pernambués, na capital baiana, quando sua mãe, Mestra Luiza Cruz do Nascimento, do lendário Terno de Reis Rosa Menina, fazia o tradicional caruru nos anos 60 e 70 e a criançada da rua Tomaz Gonzaga, disputava espaço pra comer na “balbúrdia” em homenagem aos Santos meninos, Cosme e Damião.

Já da cidade de Taperoá, também no Baixo Sul, Cláudio Lisboa, militante do Movimento Negro Unificado, educador, agroecólogo e pesquisador em Segurança Alimentar e Nutricional, também traz suas experiências e memórias. Devoto dos gêmeos, Cláudio segue a tradição, que foi passada pela avó, realizando em casa, seu caruru.

A live volta ao recôncavo, mais precisamente à cidade de Sapeaçu, pra compartilhar, pelo segundo ano consecutivo, a participação de Paula Anias. Mestranda em História Regional e Local e Identidade e Território pela Uneb, escritora, autora do livro “História sua e minha – Beiju de coco da Nenzinha”, que compõe o Acervo Literário das Escritoras Negras Baianas, Paula é gêmea e, juntamente com seu irmão, tem tradição de caruru na família.

Finalizando em Salvador, no bairro da Saúde, com Nazaré Lima e Tato Drumond, que são, respectivamente, Doutora em Letras e Lingüística pela Universidade Federal da Bahia (2007) e pós-doutora em Estudos Literários pela UFMG. Professora aposentada e pesquisadora na área de linguagens e diversidades, sobretudo étnico-racial, Nazaré tem uma relação com o caruru de crente nos ibejis, pra quem sempre fez promessa, pra aliviar as dores do dia a dia. Todo ano, em retribuição aos pedidos atendidos por Cosme e Damião, oferece um caruru, iguaria que adora degustar. Já Tato Drumond, nasceu na Bahia, onde cresceu acompanhando as tradições populares. Comunicólogo e publicitário, foi Representante Territorial de Cultura no Baixo Sul e Vale do Jequiriçá e atualmente reside na capital baiana. É técnico em Gestão de Políticas Culturais pela Fundação Gregório de Matos.

A live acontece pelo segundo ano consecutivo. Ano passado foi mediada por Juscy Souza, integrante do coletivo Ocupação Cultural e esse ano é mediada por Adriano Pereira, idealizador da Ocupação.

Acesse:

https://youtu.be/Z3VMwXxXXbU

Inscreva-se, ative o sininho para ser lembrado e divulgue.

Baixo Sul em Pauta

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