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terça-feira, 31 de agosto de 2021

Lixo infectante descartado nas ruas de Valença

 


Denúncia enviada para a nossa redação mostra um amontoado de lixo descartado de forma irregular na Rua Barão de Jequiricá, no Centro de Valença.

O flagrante registra sacolas depejadas próximo a igreja Matriz com a indicação de material infectante com legenda de risco que foram jogadas na rua sem nenhum cuidado.

O descarte de material infeccioso tem protocolos a seguir de forma correta, seguindo regras para evitar que o meio ambiente seja contaminado uma vez que apresentam grande risco à saúde humana, podendo disseminar doenças.

Segundo o denunciante, pela transparência do plástico deu pra ver que as sacolas contém materiais biológicos contaminados com sangue, alem de resíduos perfurantes como seringas e agulhas, contaminados como luvas, gases, materiais cortantes como vidros e ampolas, além de outros materiais plásticos usados em procedimentos médicos.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou regras nacionais que acondicionam o trabalho do lixo hospitalar gerado dá origem ao destino (aterramento, radiação e incineração). As regras de descartes devem ser seguidas por hospitais, clínicas, consultórios, laboratórios e outros estabelecimentos de saúde, ou seja, está na lei que não podem ser enviados para “lixões”.

Em Valença, não há aterro sanitário, mas há um procedimento padrão que deve ser seguido para prevenir acidentes que atinjam profissionais da limpeza pública, bem como armazenamento, tratamento e destinação dos resíduos.

Segundo pesquisamos, cabe aos órgãos ambientais fiscalizar essa prática.

Em entrevista com a empresa SP Ambiental, responsável pela limpeza em Valença, num evento ocorrido há alguns meses atrás, a maioria da colaboradores deu depoimentos coincidentes de que a maior reclamação deles em relação ao trabalho que realizam é o descarte indevido do lixo na cidade por parte da população, das instituições e comércio. Muitos deles, inclusive, relataram casos de quase terem se ferido por conta de objetos perigosos nas portas de residências e de comércios em sacolas plásticas sem a devida identificação. “O que me protegeu foi nosso equipamento que uso”, disse um deles.

As sacolas estão jogadas perto da Santa Casa, onde estão localizadas farmácias, uma Clínica e o Centrinho da Covid, que ficam localizadas ali na redondeza, sendo este último o menos provável já que provavelmente não lida com sangue. Resta saber a procedência da irresponsabilidade. Baixo Sul em Pauta

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