quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Bahia vai incorporar novas tecnologias sustentáveis à sua matriz energética

 

Foto: ascom SDE
Foto: ascom SDE

 

Cerca de 1.500 pessoas acompanharam o webinário Meio Ambiente e Energias Renováveis: Novas Perspectivas, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), com o apoio das Associações Brasileiras de Energia Eólica (ABEEólica) e de Energia Solar (Absolar).

Em primeira mão, o secretário nacional de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Reive Barros, anunciou que o Ministério de Minas e Energia (MME) realizará em 2021 o primeiro leilão de geração de energia utilizando Resíduos Sólidos Urbanos (RSU).

“O Ministério está preparando um leilão voltado para a fonte de resíduos sólidos urbanos que será realizado da mesma forma como nós fizemos com outras fontes de energias renováveis, como a eólica e a biomassa. Não temos dúvida que daqui a seis anos estaremos aqui na Bahia mostrando que essa decisão também foi exitosa”, previu o secretário, lembrando que o Brasil tem um bom problema, por ter várias fontes de energia com potencial disponível, e que o Ministério definirá as políticas necessárias para permitir que essas fontes tenham participação na matriz energética.

O secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira ressaltou a importância da pesquisa e inovação para o desenvolvimento de novas tecnologias que possam se incorporar à matriz energética do Estado. “Nesse momento de crise que atravessamos, esta é uma rica oportunidade de ampliarmos o debate sobre as novas perspectivas de energias renováveis para o Brasil e para a Bahia, que ocupa a primeira posição no cenário nacional na geração de energia solar e eólica. Temos potencial e precisamos incorporar novas tecnologias à nossa matriz energética, com a produção de uma energia limpa, ambientalmente sustentável e sintonizada com o enfrentamento às mudanças climáticas”, afirmou o secretário.

Para a diretora-geral do Inema, Márcia Telles, também anfitriã do evento, o protagonismo baiano é fruto de um trabalho conjunto ao longo dos últimos anos. “Nós temos conseguido melhorar os procedimentos administrativos, as pesquisas e estudos e a qualidade dos processos apresentados pelos agentes econômicos ao órgão ambiental. Assim, conseguimos avançar com medidas que possam nos trazer essa nova geração de energia, que vai permitir que a gente promova um desenvolvimento econômico sustentável e a cada dia levar o estado da Bahia para o patamar que ele merece”, afirmou.

Novas tecnologias sustentáveis

O secretário de Infraestrutura do Estado da Bahia, Marcus Cavalcanti, afirmou que está realizando, junto com a secretaria do Planejamento, de Ciência e Tecnologia e o Senai Cimatec, a elaboração de um estudo do potencial enérgico da biomassa na Bahia, tanto para produção de eletricidade, como de biogás. O secretário lembrou que no início do setor eólico o Estado adotou uma postura agressiva no segmento de energia, criando padrões de regularização fundiária e de licenciamento ambiental, além de adotar incentivos fiscais, para atrair a indústria eólica para a região.

“A Bahia chegou à liderança nacional de geração de energia eólica e solar com muito esforço e uma visão de Governo há cerca de doze anos, quando iniciamos os investimentos para a elaboração do primeiro mapa do potencial de geração de energia eólica aqui na Bahia. Hoje estamos com o segundo mapa, um trabalho árduo para criarmos um marco no licenciamento desses empreendimentos, uma novidade no Brasil à época. Agora estamos realizando o estudo do potencial enérgico da Biomassa, a Bahia quer continuar liderando a geração das fontes renováveis”, afirmou Cavalcanti.

Coordenado pelo secretário do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira, e pela diretora-geral do Inema, Márcia Telles, o evento realizado na quarta-feira (19).


Bahia.ba*

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